quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Meios de Comunicação da Causa do Bem.

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Problemas e soluções para uma comunidade em vulnerabilidade.

 
      Figura ilustrativa do Bairro Monte Carmelo

Primeiro Encontro: Quais são os problemas e possíveis soluções?

         
No dia 17/08 nas dependências da casa de uma moradora do bairro Monte Carmelo o Professor Fábio esteve reunido com pessoas da comunidade para discutir sobre os problemas e soluções que afetam suas vidas e a da comunidade, segundo os moradores presentes. O projeto Causa do Bem tem como objetivo mapear os problemas individuais e coletivos e consequentemente propor soluções adequadas à problemática. 
Na primeira reunião estavam presentes seis moradores do bairro sendo um deles a líder da comunidade. Para iniciar a reunião o pesquisador fiz uma breve introdução com a finalidade de conscientizar os moradores presentes sobre a sua presença e sobre o respectivo projeto, afim de compreender a situação atual da comunidade e solicitar a autorização e apoio na condução do projeto. No presente momento foi explanado que as pessoas de uma maneira geral buscam uma melhoria na qualidade de vida para que tenham um futuro melhor, além de explicar que o projeto ocorrerá por meio dessas mesmas reuniões em datas específicas em cada mês até o final do ano, e que a presença e a atuação deles é essencial para o sucesso das ações.  Também foi explicado que por meio das reuniões será levantado o problema da comunidade, ou a problemática, e as suas causas, as possíveis soluções e inclusive as possíveis consequências.
Para iniciar, a primeira pergunta feita foi: o que queremos ou desejamos para alcançar uma melhor qualidade de vida?  Segundo o relato dos presentes o que mais desejam, de cunho individual foi: estudo para os filhos e netos e trabalho para gerar renda. Mas os desejos não são simples de serem atendidos por que entre as pessoas entrevistas há indivíduos com falta de saúde que impossibilita trabalhar, falta de tempo por que precisam cuidar de filhos e netos, e ainda, falta de um plano de finanças pessoais para utilizar o pouco salário que sustenta a família toda.
Numa segunda etapa da reunião foi realizada a segunda pergunta: qual é o problema?  Assim os moradores presentes relataram, relacionando com o que desejam para melhorar a sua qualidade de vida, que os maiores problemas são: a falta de renda devido à falta de trabalho, a falta de tempo por causa do número de filhos que precisam de atenção e cuidados. Quase todos os presentes e também os demais que não puderam comparecer, mas segundo uma moradora relatou, sofrem de algum problema de saúde, que os impedem de permanecerem ou estarem presentes nos trabalhos formais com carteira assinada, que exigem horários fixos, além do caso já relatado sobre cuidar dos filhos que impacta na ausência ou saída esporádica do trabalho para atender emergências familiares, visto que as condições financeiras impedem as crianças de serem matriculadas em escolinhas infantis. 
A terceira pergunta elaborada pelo autor diz respeito às causas do problema, mas de acordo com a pergunta anterior foi possível constatar por meio dos relatos que os problemas de falta de renda, problemas de saúde, de falta de tempo e de falta de trabalho são ocasionados principalmente por que não estudaram (escolaridade) e pela situação de vulnerabilidade que afeta sua saúde física (problemas de saúde), além da conscientização por exemplo sobre métodos contraceptivos (número de filhos, falta de tempo) e educação financeira pessoal (falta de controle das finanças pessoais). 
A quinta pergunta realizada para os moradores foi: Quais as possíveis Soluções?  Neste momento o quinto entrevistado tomou a palavra, e por meio de uma vivência anterior, em outro projeto, relatou que a solução é a implantação de um banco do tempo que poderia ser na sede informal da ONG Carmelo. Segundo o entrevistado esse banco do tempo funcionaria da seguinte forma:  o morador que sabe costurar e precisa de uma cesta básica, dedica um determinado tempo de horas costurando e em troca recebe a cesta básica, como por exemplo, ou simplesmente troca por outro produto ou serviço, como o conserto do seu chuveiro na sua casa.  Dessa maneira um morador pode utilizar a mão de obra que possui por meio da sua melhor habilidade e trocar por aquilo que precisa.  O segundo entrevistado ao ouvir o relato comentou que gosta e sabe cuidar de idosos, já a primeira entrevistada salientou que sabe costurar e as demais entrevistadas acharam excelente ideia e disseram que podem dedicar inclusive meio turno por dia para se dedicar às atividades. 
O quinto entrevistado mencionou que há tempos vem pensando no nome banco do tempo, e que segundo sua experiência com os demais moradores que convivem a sua realidade, o nome ideal seria: “troco pelo que preciso”. Outras soluções também foram mencionadas, como por exemplo a criação de um posto de saúde, ou UPA, mais próximo da comunidade, porque hoje devido à situação financeira dos moradores fica difícil se deslocar até o posto de saúde mais próximo ou hospital.  A terceira e a quarta entrevistada, em consenso, por que possuem um problema similar, escolaridade baixa e falta de tempo, sugeriram a inserção do EJA na comunidade, para que todos os moradores que desejassem estudar tivessem um local perto, e sugeriram a ONG Carmelo como estrutura. O EJA é um desejo dos moradores por que afeta no nível de escolaridade e consequentemente na falta de emprego.
A sexta e última pergunta realizada pelo pesquisador foi assim formulada: quais as consequências do possível alcance da solução? Segundo os presentes, em especial o quinto entrevistado, que todos os problemas amenizariam pelo metade. Dessa maneira o Banco do Tempo, denominado por um dos entrevistados como “troco pelo que preciso” foi aclamado por todos os moradores presentes e surtiu um efeito positivo, também emocional percebido pelo pesquisador, como um ânimo do momento presente e vislumabrando o futuro, como se fosse esperada a chegada de algo que viria solucionar todos os problemas, ou pelo menos alguns. E ainda foi possível perceber o engajamento dos moradores presentes com a possível solução, dedicando-se as tarefas segundo suas aptidões, comprometendo-se quanto a disponibilidade de tempo, e por fim gerando um entusiasmo em todos os presentes.

 
          


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